Pular para o conteúdo principal

Tempo

Sempre e constantemente,
Não é preciso relógio,
Para entender o que ele esgota.

O que promete,
O que desgasta.
Ao lado e dentro só urgência,
Do momento, que não arrefece.

Ou que passe sem dor, e o ritmo continua violento,
Pra muito lento ou tão fugaz.

As verdades são obsoletas,
Absurdas, estúpidas, formas de resistência.
De mim, em mim, para mim.
Sentido nenhum ou todo.

Surpresa explodindo num etéreo minuto, infindável.
Finitude do cotidiano concreto.

Facilmente estar, fazer e criar,
Respostas ao vácuo, ao silêncio.
Matizes do preto,
E o restante, cabe aonde, pinta o que?

E os ponteiros continuam,
Exercitando a tolerância, a inesgotável paciência.

E o tempo...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Luando

Quero a noite plácida O beco com saídas O parque de diversão Quero a frase precisa A tragédia na troça O brilho na escuridão Quero aquele compromisso ligeiro O sonho no travesseiro A profunda inspiração Pulsando em meu peito O princípio e o meio Sem qualquer direção

Desilusão

Impressão de alento a falta no vento descoberta do nada frente ao todo que se rebela Trás do forte a prudência Leva da inocência a mente Pára com o tempo e refaz Fende dentro o que era Vai para a lembrança o registro e lá do alto realiza é brisa.

No cárcere

A libertação se encontra  na ilusão Não se obtém nos grilhões  da realidade Nua, crua e pérfida Traz consigo amarras  do tangível  do cabal A deidade fantástica leva em seu pote  ópio e mirra Curativos para a alma fendida