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Ano bom

E continuam as escavações
os buracos
Valas compridas
Sacos de pedras carregados
    
ímpios da realidade

     Mecanismo que reitera erros
Ruína socorrida
        desesperada tentativa
Desusado hábito

 ignóbeis da transformação

E aqui jaz retaliado
    Esforço vão
                   conquista do intangível
      Patética desconstrução
circunstante panorama ...
    






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Luando

Quero a noite plácida O beco com saídas O parque de diversão Quero a frase precisa A tragédia na troça O brilho na escuridão Quero aquele compromisso ligeiro O sonho no travesseiro A profunda inspiração Pulsando em meu peito O princípio e o meio Sem qualquer direção

Desilusão

Impressão de alento a falta no vento descoberta do nada frente ao todo que se rebela Trás do forte a prudência Leva da inocência a mente Pára com o tempo e refaz Fende dentro o que era Vai para a lembrança o registro e lá do alto realiza é brisa.

No cárcere

A libertação se encontra  na ilusão Não se obtém nos grilhões  da realidade Nua, crua e pérfida Traz consigo amarras  do tangível  do cabal A deidade fantástica leva em seu pote  ópio e mirra Curativos para a alma fendida