Pular para o conteúdo principal

Exaustão

Virar a mesa
          Chutar as cadeiras
Puxar a toalha
          Rasgar o tapete

Arremessar os pratos
          Espatifar as taças
Entortar os talheres
          Quebrar o lustre

Derreter as velas
         Esmigalhar o pão
Pisotear a comida

Destruir com violência e rapidez

          Manchar o chão de sangue
os pés perfurados
          Manchar as paredes de sangue
as mãos lanhadas
          Manchar o vazio de sangue

o corpo inerte
                      a alma morta


                 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Luando

Quero a noite plácida O beco com saídas O parque de diversão Quero a frase precisa A tragédia na troça O brilho na escuridão Quero aquele compromisso ligeiro O sonho no travesseiro A profunda inspiração Pulsando em meu peito O princípio e o meio Sem qualquer direção

Desilusão

Impressão de alento a falta no vento descoberta do nada frente ao todo que se rebela Trás do forte a prudência Leva da inocência a mente Pára com o tempo e refaz Fende dentro o que era Vai para a lembrança o registro e lá do alto realiza é brisa.

No cárcere

A libertação se encontra  na ilusão Não se obtém nos grilhões  da realidade Nua, crua e pérfida Traz consigo amarras  do tangível  do cabal A deidade fantástica leva em seu pote  ópio e mirra Curativos para a alma fendida