Pular para o conteúdo principal

Querer...ou não

Força de vontade. Para parar de fumar, para parar de beber, comer compulsivamente ou fazer compras, começar exercícios físicos, etc. Para qualquer quebra de hábito, existe a necessidade e ou o forte desejo de mudança. A combinação então seria ideal para termos sucesso, atingindo nossos objetivos. Mas ocorre que não é tão fácil assim. Além de estarmos certos do que queremos, temos também que saber conviver com as pessoas que estão confortáveis com o que não queremos. Depois, encontrarmos outras pessoas que nos apresente os prazeres dos hábitos que queremos adquirir. Sem nenhuma garantia e, bem provável, acontecendo vez em quando recaídas, mais algumas pessoas participarão como mediadoras de ganhos e perdas ao longo do processo, fortificando nosso intento. Eis que quando nos vermos finalmente renovados e orgulhosos por termos tido força de vontade suficiente para mudar um hábito, além de novo círculo de pessoas, nos depararemos com outros hábitos que temos que mudar para que haja coerência com novo hábito conquistado. Junto às novas regras do politicamente correto, novas descobertas científicas e informações pertinentes ao bem estar.
Chego a conclusão que o melhor é nem começar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Luando

Quero a noite plácida O beco com saídas O parque de diversão Quero a frase precisa A tragédia na troça O brilho na escuridão Quero aquele compromisso ligeiro O sonho no travesseiro A profunda inspiração Pulsando em meu peito O princípio e o meio Sem qualquer direção

PRETÉRITO IMPERFEITO ou SEMI BREVE

Não era tarde Cedo também não era Embora 'inda não fosse tempo Não permitindo o relógio geral ...o anacronismo de que são feitas as almas... partiu-se pois o que é em nome do que deve ser Não seja a Lua Satélite de toda noite Puro e só Ciclo inalcansável Nem seja a Terra Romântico Saturno de alianças intocáveis Não sejam descobertos os mistérios (?) Não seja a filosofia vã (?) Sim. Permita-se a Via Láctea! E que por ela possa brincar um anjo Em piruetas e cânticos de amor que Por hora Exercitam o "adeus!... olá!" Oferecido ao astro que o convida a morar Na amizade de sua luz adversa Assim repousa o último verso. Não fosse o relógio Não fosse o relógio Que marca o tempo de não ser dois Não fosse o relógio Que marca o tempo de não ser há mais tempo Não fosse o relógio.... Eu te teria Como tenho agora na minha eternidade imaginária Eu te beijaria Como me beijam os infinitos espasmos fugitivos da tua ausência Eu te amaria... ....

No calor da emoção

Transpirando em bicas, atravessava a rua como se o outro lado pudesse jamais ser alcançado. O corpo amolecido e a visão turva confirmavam essa possibilidade. O asfalto e suas ameaçadoras ondas fervilhando sob mim remetiam à imagem infantil de um personagem que vai aos passos derretendo até restar uma poça, um líquido quente e irreconhecível. Surpreendendo minhas expectativas depois do percurso assustadoramente longo, consegui o inimaginável. Com o coração ainda aos pulos com a temerosa ameaça de não voltar a ver entes queridos ou até os próprios ignorarem qual foi meu patético fim, fui tomada por uma brisa de alívio. Uma refrescante, desejada brisa que descobri vir de uma loja logo em frente. Sem titubear, rompi a porta de vidro entreaberta e num paraíso refrigerado, misturavam-se todos os tipos, tamanhos e cores de sapatos. Sim, lá se foi minha racional e controlada técnica de consumo. Numa espécie de recompensa ao espaço que me havia proporcionado tamanho frescor, desatei a juntar ...